1. Abre o jornal. Uma enxurrada de notícias de violência contra a mulher. O que fazer para erradicar tal violência? Quantas mulheres e meninas ainda vão servir de refém, para que a sociedade entenda que o machismo e a violência atrelada à ele, são realidades que precisam ser combatidas e prevenidas?

 

A violência contra mulheres e meninas têm raízes na discriminação de gênero, estereótipos antiquados e regras sociais obsoletas. Soa como uma informação óbvia mas que se mostra necessária diante da realidade em que vivemos. Declarações extremas como a do deputado federal Jair Bolsonaro dificultam a conscientização. As informações se confundem e as pessoas se deixam levar.machismo violencia de genero

Seja na forma lesão corporal ou de assédio sexual, tal violência está relacionada à manutenção de uma relação desigual de poder, que autoriza (mesmo com a ilegalidade do ato em si) aos homens a violação do corpo e dos direitos das mulheres, em virtude da reafirmação de uma masculinidade que se coloca superior às mulheres.

É o que acontece com o estupro ou até situações mais “levianas”, com os assobios e provocações que muitos homens disparam a torto e direito às mulheres nas ruas. Por mais que não vá existir nenhum relacionamento entre os dois, o homem, ao chamar a mulher de “gostosa!”, está reproduzindo a ideia de que, na sua posição masculina, tem o direito de julgar, avaliar ou mesmo de controlar a sexualidade e o corpo de outrem. Em todos esses casos, estamos falando menos de afeto ou de sexo, e sim de poder.

Compartilho do sentimento de milhares de mulheres ao redor do mundo, que tais eventos ou situações, nos atingem fundo e nos deixam com sensação de desamparo, como se tivéssemos que “aturar” machismos.

O resultado da violência de gênero é devastador. Mulheres morrem por ciúmes, meninas se casam – à força – com homens mais velhos, a educação em segundo plano, a padronização da mulher bela, recatada e do lar. Aquele pensamento inofensivo do dia a dia que envenena homens e mulheres, a julgar mulheres como seres inferiores.

Thunder Cats feminismo
Não subestime as mulheres!

Escrevo aqui no intuito de apontar o dedo para os crimes contra mulheres e seus contextos. Para que, juntos, possamos refletir sobre formas de prevenção contra essa violência sem sentido.

Antes de qualquer coisa, o machismo deve ser levado a sério, deve ser escancarado e não deve ser considerado normal. “Deixar quieto” não é uma opção. Entender o conceito do machismo e seus malefícios, é imprescindível. Escrevi um texto a um tempo atrás, tentando clarear um pouco como o machismo mesmo que “inofensivo” pode acarretar em violências e agressões. Você pode ler aqui.

Nesse sentido, ao falar de machismo, nos leve ao feminismo. Novamente, para reiterar, não esquecer e confundir! O feminismo não prega a superioridade feminina. Não quer dar um golpe e tomar o poder para si. O feminismo quer enxergar homem e mulher em um mesmo patamar. Como iguais. Tão simples e justo. Nunca me canso de compartilhar o vídeo da atriz Emma Watson, que, maravilhosamente explica, tim tim por tim tim, o que é feminismo:

Agora, queremos transmitir algumas formas de tentar prevenir violências de gênero. Singelas mas que servem como base para um pensamento livre de machismo e violência:

Mulheres são poderosas
Mulheres são poderosas
  1. Parar de ver a mulher como a culpada

Tentar culpar a mulher pelo seu próprio estupro, seja pela sua roupa ou atitude, é uma das coisas mais cruéis que já ouvi. Se ela não quer, se ela pede pra parar, se houver força, se ela estiver inconsciente, é estupro sim. E a culpa é do agressor!!!!

 

  1.  Tolerância zero

Vozes contra violências são imprescindíveis. Escancarar o problema é o primeiro passo para solucioná-lo. Sofreu assédio? Não se cale. Presenciou um assédio? Não se cale.

 

  1. Educação

Malala violência de gênero
Malala ganhou prêmio Nobel de Paz por lutar pela educação de mulheres.

Órgãos internacionais de enorme relevância como a ONU, fazem incansáveis campanhas de conscientização contra a violência de gênero. A “pregação”, no caso, é a prevenção. Para a ONU, a prevenção começa cedo. A educação deve começar com meninos e meninas. Trabalhar com a juventude é a melhor aposta para que esses jovens cresçam com uma visão cada vez menos desigual em relação aos gêneros. Enquanto o Estado e políticas públicas subestimam esse estágio da vida, é o momento crucial onde valores e normas em geral, são forjados.

Prevenção implica em suporte, apoio. Direito da mulher, é direitos humanos. Segurança em nossas próprias casas, na rua, autonomia econômica, poder decisivo, mais participação política e na comunidade.  

Com isso, podemos desafiar as profundas raízes da desigualdade e regras sociais que perpetuam o poder masculino sobre o feminino e reforçar a intolerância de violência contra mulheres e meninas.

Ao invés de desencorajar nossas mulheres e meninas, vamos apoiá-las! Talento, graça, inteligência, força e vontade de realizar é o que não nos falta. Você moça, com medo de ser taxada e criticada por querer realizar seu sonho de concretizar um projeto, não desanime. Levante a cabeça, confie em você mesma e comece agora seu projeto!

Homens e mulheres, juntos, criando e apoiando, um ciclo de igualdade, onde todos são beneficiados. Pensem nisso!

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